Em Portugal, com verões quentes e longos, a piscina doméstica pode ser usada 5-6 meses por ano. Mas sem manutenção regular, o que devia ser um prazer transforma-se rapidamente numa fonte de preocupação — água verde, cheiro a cloro intenso e equipamento danificado. A boa notícia: com 30 minutos por semana, mantém a água perfeitamente cristalina.
O erro mais comum: cloro sem pH correto
A maioria dos proprietários adiciona cloro quando a água fica verde ou turva. Mas sem verificar o pH primeiro, o cloro pode estar a ser desperdiçado. A eficácia do cloro varia dramaticamente com o pH:
| pH | Cloro ativo (HOCl) | Cloro inativo (OCl-) |
|---|---|---|
| 6,5 | 90% | 10% |
| 7,2 | 65% | 35% |
| 7,6 | 48% | 52% |
| 8,0 | 20% | 80% |
| 8,5 | 9% | 91% |
A pH 8,0 (comum em piscinas mal tratadas), adicionar o dobro do cloro normal ainda deixa menos cloro ativo do que a pH 7,4 com dose normal. Corrija o pH primeiro — sempre.
Equipamento mínimo indispensável
Não tente manter a piscina sem: kit de análise de pH e cloro (tiras ou analisador digital — as tiras são suficientes para uso doméstico), escova de paredes e fundo (limpeza semanal das paredes evita acumulação de algas), e aspirador (manual para piscinas pequenas, automático robô para piscinas > 30m²).
Água calcária em Portugal
Em grande parte de Portugal continental, a água da rede tem dureza elevada (calcário). A acumulação de calcário na piscina manifesta-se em: linha branca na linha de água, areia do filtro aglomerada, e água turva com pH que sobe rapidamente mesmo depois de corrigido. Adicione semanalmente anti-calcário específico para piscinas. Em zonas de água muito calcária (Alentejo, Algarve interior), a substituição de água parcial (10-15% por temporada) e tratamento intensivo são necessários.