Portugal é o maior produtor mundial de cortiça — com 50% da produção global proveniente principalmente do Alentejo e Ribatejo — e, paradoxalmente, o país onde o pavimento de cortiça está menos representado nos interiores residenciais. A preferência histórica pelos azulejos e pelo soalho de madeira deixou a cortiça relegada para uso industrial e de revestimento exterior.
A tendência está a inverter-se: com a crescente consciência ambiental e com o regresso à valorização dos materiais locais, o pavimento de cortiça voltou a crescer nos interiores portugueses, especialmente em renovações de apartamentos e em construção nova sustentável. Em Portugal, onde a industria corticeira emprega directamente 13.000 pessoas, escolher cortiça para o pavimento tem também uma dimensão de apoio à economia local.
Comparação de Pavimentos Resilientes para Portugal
| Material | Conforto acústico | Conforto térmico | Humidade | Durabilidade | Preço/m² |
|---|---|---|---|---|---|
| Cortiça flutuante | Excelente | Excelente | Média | 15–25 anos | 12–25€ |
| SPC vinílico | Boa | Boa | Excelente | 20–30 anos | 15–35€ |
| Laminado HDF | Boa | Boa | Média | 15–25 anos | 8–20€ |
| Madeira maciça | Boa | Excelente | Baixa | 50–100 anos | 40–120€ |
| Bambu flutuante | Boa | Boa | Média | 15–20 anos | 15–30€ |
Principais Marcas de Cortiça para Pavimento em Portugal
- Amorim (Wicanders): líder mundial, produção em Portugal, vasta gama de produtos
- Granorte: empresa portuguesa com produção no Alentejo, destaque em padrões naturais
- Corkoco: marca portuguesa focada em produtos naturais não tratados
- Faus Cork: gama integrada com laminado e cortiça