A estufa de pellets tornou-se uma das soluções de aquecimento mais populares em Portugal — eficiência acima de 90%, funcionamento automático via termostato e pellets de biomassa nacional com huella de carbono quase nula. Mas a instalação exige rigor técnico e conhecimento das normas legais.
Por que a estufa de pellets domina o mercado
Comparando com outras soluções de aquecimento:
| Solução | Eficiência | Custo combustível | Autonomia | Emissões CO2 |
|---|---|---|---|---|
| Estufa de pellets | 90-95% | Baixo | Alta (50kg = 3 dias) | Neutro |
| Recuperador lenha | 65-75% | Muito baixo | Manual | Neutro |
| Radiadores elétricos | 99% | Alto | Imediata | Depende da rede |
| Bomba de calor | 300-400% | Médio | Imediata | Baixo |
| Gás natural | 85-95% | Médio | Imediata | Médio |
A chaminé faz ou desfaz a instalação
O maior erro nos projetos DIY é subestimar a chaminé. A estufa de pellets tem ventilação forçada (ventilador extrai os fumos ativamente) pelo que tolera percursos mais longos e com curvas que os recuperadores a lenha, mas os materiais têm de ser adequados:
- AISI 316L obrigatório: resistente à condensação ácida dos fumos de pellets
- Dupla parede: mantém temperatura dos fumos, evita condensação excessiva
- Diâmetro correto: nunca inferior ao indicado pelo fabricante — reduzir o diâmetro causa sobrepressão e fugas
Registo nos bombeiros e seguros
Após instalar, registe a estufa nos bombeiros municipais — é obrigatório na maioria dos concelhos e é condição para que o seguro de habitação cubra eventuais danos por incêndio relacionados com o aparelho. Guarde sempre: fatura da estufa, marcação CE, manual de instalação e qualquer declaração de conformidade emitida.